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(Foto: Heino Kalis/Reuters)
Ativistas de organização pelo direito dos animais simulam sangue com tinta vermelha em protesto contra as touradas organizadas durante o festival de Fallas, em Valência, na Espanha. A festa dura sete dias e marca o início da temporada de touradas. A celebração também é conhecida pelos grandes bonecos de papel machê - com feições de personalidades - que são pendurados ao longo da cidade e incendiados no último dia do festival.
Mais uma imbecilidade ostentada hà anos por humanos fúteis. Uma cultura podre que nunca deveria ter existido e que já deveria ter se extinguido.
A humanidade é escrota, a sociedade é feita de falsidade e a vida tratada como futilidade. (PriKa)
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Na minha opinião a melhor forma de governo é a Anarquia, devemos lutar pela realidade Anarquista sempre ! Liberdade não tem validade.
Apesar de ser totalmente a favor da Anarquia, posto aqui as formas de fiscalizações via internet. Já que vivemos na democracia, devemos no mínimo fiscalizar para não banalizar mais ainda toda essa corrupção.
Segue a baixo alguns links:
SIAF ( Sistema Integrado de Administração Financeira )
Tranparência Brasil
Consulta sobre Deputados
Procuradoria Geral da República - Relatpório de compras e contratações de serviços
Controladoria-Geral da União
Portaria da Tranparência
Entre esses temos muitos outros recursos. Para finalizar mais um link, este é um dicionário da corrupção Brasileira, PALHAÇADA É POUCO !
Dicionário da Corrupção Brasileira
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Uma obra de arte literária maravilhosa, merece sempre uma homenagem !
Por tanto escolhi alguns trechos que achei mais fantástico, também aqui posto o treiller do filme que foi lançado em 1984.
" Winston deixou cair os braços e lentamente tornou a encher os pulmões de ar. Seu espírito mergulhou no mundo labirínticodo duplipensar. Saber e não saber, ter consciencia de completa veracidade ao exprimir mentiras cuidadosamente arquitetadas, defender simultaneamente duas opiniões opostas, sabendo-as contraditórias e ainda assim acreditando em ambas; usar alógica contra a lógica, repudiar a moralidade em nome da moralidade, crer na impossibilidade da democracia e que o Partido era o guardião da democracia; esquecer tudo quanto fosse necessário esquecer, traze-lo à memória prontamente no momento preciso, e depois torna-lo a esquecer; e acima de tudo, aplicar o próprio processo ao processo. Essa era a sutileza derradeira: induzir conscientemente a inconsciencia, e então, tornar-se inconscientedo ato de hipnose que se acabava de realizar. Até para compreender a palavra "duplipensar" era necessário usar o duplipensar."
" Todas as confissões feitas aqui são verdadeiras. E, acima de tudo, não permitimos que os mortos se levantem contra nós."
" Não destruimos o herege porque nos resista; enquanto nos resiste, nunca o destruimos. Convertemo-lo, capturamos-lhe a mente, damos-lhe nova forma. Nele queimamos todo o mal e toda alucinação; trazemo-lo para o nosso lado, não em aparência, mas genuinamente, de corpo e alma. Tornamo-lo um doa nossos antes de mata-lo"
" Não se estabelece uma ditadura com o fito de salvaguardar uma revolução; faz-se a revolução para estabelecer a ditadura... O objetivo do poder é o poder."
"...lema do partido: " Liberdade é Escravidão "... Sozinho, livre, o ser humano é sempre derrotado. Assim deve ser, porque todo ser humano está condenado a morrer, que é o maios dos fracassos."
" A obediencia não basta. A menos que sofra, como podes ter certeza de que ele obedece tua vontade e não a dele? O poder reside em infligir dor e humilação. O poder esta em se despedaçar os cérebros humanos e tornar a junta-los da forma que se entender."
" Se queres uma imagem do futuro, pensa numa bota pisando um rosto humano - para sempre."
Trailler do filme "1984" - http://www.youtube.com/watch?v=Z4rBDUJTnNU
A forma de totalitarismo mais totalitaria. A tortura psicologica mais rígida. Uma forma sem valores e sentimentos aplicada obrigatóriamente em todos os sub-incoscientes e conscientes.
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Desde os primórdios das civilizações que a brutalidade, as atrocidades e os extermínios de etnias faziam parte da formação dos impérios. Os grandes impérios surgiram da dominação e conquista de vários povos e reinos menores. A crueldade do povo dominante sobre o dominado não tinha limites e era visto como parte do mecanismo da conquista. Na antiguidade costumava-se escravizar os povos dominados. A colonização dos novos continentes foi feita em cima do extermínio de vários povos e culturas. Assim assistiu-se aos extermínios dos índios do Brasil e da América do Norte, das civilizações andinas, de quase toda a população dos aborígines da Oceania. O flagelo dessas culturas era visto como um mal necessário para o desenvolvimento intelectual e religioso das novas terras conquistadas.
Com a evolução da ética nas civilizações modernas, os conceitos morais foram revistos e a moral dominante dos estados reinventada. Certos costumes morais de dominação de estado e poder passaram a ser vistos como vergonhosos e como crimes contra a humanidade.
O Conceito de Genocídio
Até a Segunda Guerra Mundial, que impulsionou o fim do colonialismo dos continentes, a barbárie sobre um povo tido como inferior ou gentio era justificada e aceita moralmente. Diante das atrocidades da Alemanha nazista e as suas conseqüências indeléveis sobre o mundo contemporâneo, surgiu finalmente o conceito do genocídio. O termo genocídio, do grego genos, raça e do latim caedere, matar que nos dicionários é descrito por “destruição metódica de um grupo étnico, pela exterminação dos seus indivíduos”. Foi criado por Raphael Lemkin, um judeu polaco especialista em Direito Internacional. Na década de 1930 Lemki alertou o mundo para as intenções de Hitler, mas foi ridicularizado. Refugiou-se nos Estados Unidos em 1941, sem conseguir apoio da comunidade internacional que protegesse os judeus perseguidos na Europa. Em 1944, já o século XX ia longo em perseguições e extermínios, Lemkin criou a palavra genocídio.
A palavra serviu para enquadrar a terminologia adotada pelas Nações Unidas na Convenção sobre o Genocídio, de 9 de dezembro de 1948. Desde então os crimes de genocídio foram tipificados e as punições para eles foram previstas. A convenção da ONU explicitou o genocídio: são atos de genocídio todos os que sejam cometidos com a intenção de destruir, total ou parcialmente, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso.
Mesmo depois do genocídio ter sido tipificado como crime, a violência contra os que são ou pensam de modo diferente não deixou de existir. O Século XX mal expirou e deixou como herança o estigma de ter sido o século dos genocídios, onde a evolução tecnológica e ideológica do estado moderno possibilitaram o requinte e o aprimoramento das técnicas de extermínio de povos vistos como diferentes e ameaçadores aos interesses do estado. Acadêmicos como Zigniew Brzezinski estimam que 187 milhões de pessoas foram mortas ou abandonadas à morte no Século XX, do total 16 a 17 milhões de pessoas foram vítimas de atos de intolerância ideológica, étnica, racial ou religiosa.
As Grandes Chacinas*
Entre os cientistas políticos atuais há um grande debate entre o que deve ser considerado genocídio. Segue as principais atrocidades do Século XX que são consenso de que caracterizaram um genocídio:
Hereros, 1904
Os hereros, povo banto da África Sudoeste (hoje Namíbia), revoltaram-se contra a colonização alemã. Os hereros viviam basicamente da pecuária. Passo a passo, o orgulhoso povo de pastores perdeu seus campos para os colonizadores alemães. Essa ocupação desencadeia uma revolta em janeiro de 1904. A repressão das tropas alemãs expulsou os hereros para o deserto de Omaheke, onde são condenados a morrer à fome e sede depois do exército liderado por von Trohta ter envenenado as fontes. A perseguição aos hereros foi condenada por grandes protestos na Alemanha, mas nunca cessou. Em 1911 apenas restavam 15 mil vivos, sendo na sua maioria mulheres e crianças. A existência dos hereros como entidade cultural extinguiu-se.
Armênios, 1915
Os armênios são cristãos da igreja ortodoxa da Armênia, que se instalaram há três mil anos na Anatólia, Ásia Menor, atual Turquia. Em 1913 formavam dez por cento da população turca e tinham contra si a discriminação e o ódio racial da juventude turca. Com a chegada desses jovens ao poder nesse ano, a questão Armênia surge no contexto da Primeira Guerra Mundial. Acusados de colaborar com os russos, os armênios foram alvo de extermínio perpetrado pelo Estado Turco e por sua população. Em 1915 foram deportados para o deserto sírio. Mais de um milhão de armênios morreram durante o êxodo ou em execuções sumárias.
Curdistão, 1919/1999
A etnia curda, cerca de 36 milhões de pessoas, nunca teve um estado, espalha-se pelos territórios da Turquia, Irã, Síria e Iraque, e o conflito com estes países custou milhões de vida ao longo do século XX . O problema persiste até os nossos dias, com uma guerra velada e feita por guerrilhas, sem a premeditação que leva um grupo a querer exterminar o outro, o que faz com que não se prove o ato de genocídio. Os bombardeamentos com gás venenoso feitos pelos iraquianos sob as ordens de Saddam Hussein, mostram o ato de genocídio que os curdos vêm sofrendo. Somente na aldeia de Halabja, morreram quase 5 mil pessoas em conseqüência do efeito das terríveis armas químicas.
Ucrânia, 1932/1933
A Ucrânia fez parte da extinta União Soviética. A coletivização dos campos decretada por Stálin bateu de encontro à resistência dos kulaks (camponeses ucranianos). Dentro da dialética e da concepção do estado soviético os camponeses ucranianos foram classificados como inimigos de classe e contra-revolucionários, sendo alvo de implacáveis perseguições. Depois de se falhar o objetivo de produção da campanha de 1932, os armazéns de cereais foram esvaziados e os vilarejos sitiados. No inverno de 1932 a fome vitimou entre cinco a sete milhões de pessoas.
Alemanha, 1933/1945
Com a ascensão do nazismo em 1933, o mundo assistiria por mais de uma década o maior genocídio do século XX. De início os nazistas preocuparam-se com a depuração dos 600 mil judeus alemães. A ação dos Einsatzengruppen (esquadras móveis de assassinos das SS nazistas) e a estratégia da “Solução Final” concebida por Reinhard Heydrich, das SS, decidida no subúrbio de Wannsee, Berlim, em janeiro de 1942, com ou sem autorização direta de Hitler, matou entre cinco a seis milhões de judeus. Também foram vítimas dos alemães os ciganos e outras minorias religiosas (Testemunhas de Jeová).
Criméia e Volga, 1941
Em 1941 Hitler invade a União Soviética, forçando Stálin a entrar na guerra contra os alemães. Com a abertura da frente leste pelo exército alemão, Stálin decreta a deportação dos alemães do Volga e dos povos localizados em áreas estratégicas que se tinham oposto ao reforço do regime. Cinco milhões de alemães, tártaros, tchetchenos e inguches foram deportados para as estepes geladas da Sibéria ou para a Ásia Central. Não se sabe ao certo quantos desses cinco milhões pereceram.
Indonésia, 1965
A partir de outubro de 1965, cerca de 250 mil a meio milhão de pessoas, na maioria militantes do PKI (Partido Comunista da Indonésia) foram massacrados pela polícia, pelo exército e pela turba de populares. O PKI garantira por via eleitoral a participação na vida política do país, mas um golpe militar encerrou essa participação. Corpos flutuavam no Rio Brantas, sem cabeça e de estômago abertos. Para garantir que se não afundavam, eram amarrados, empalados em varas de bambu.
Nigéria (Biafra), 1967/1970
A Nigéria ficou independente da colonização britânica em 1960. É composta por várias etnias: haussa, ioruba, ibo, fulani, entre outros. Em 1966, eclodiu uma guerra civil pelo controle do poder central opondo os haussas aos ibos, sendo os últimos derrotados. O poder caiu nas mãos de um general haussa. Os ibos, concentrados no leste do país não reconheceram o governo central e proclamaram em 1967, o estado independente de Biafra, gerando uma guerra civil que se estendeu até 1970 quando os ibos de Biafra renderam-se e o território foi reincorporado a Nigéria. Cerca de dois milhões de pessoas, em sua maioria ibos, morreram nessa guerra.
Bangladesh, 1971
Quando a Índia ficou independente da coroa britânica em 1947, tinha uma população de maioria hindu, com uma minoria muçulmana. Com a independência, os territórios indianos de maioria islâmica formaram o país independente do Paquistão, que tinha duas áreas territoriais distintas: o Paquistão Ocidental era separado geograficamente do Paquistão Oriental por 1.600 km de território indiano. O Paquistão Ocidental foi composto pelas províncias de maioria muçulmana do Beluquistão, Sind, Punjab e a Fronteira Norte Ocidental. A Bengala Oriental, também de maioria muçulmana, formou o Paquistão Oriental, que fez a sua independência em 1971, passando a se chamar Bangladesh. A independência não foi aceita pelo Paquistão, gerando o extermínio de três milhões de habitantes do Bangladesh pelo exército paquistanês. A chacina causou protesto da opinião pública mundial. Um grande concerto musical de repúdio foi promovido por Ravi Shankar e George Harrison, o “Concerto pelo Bangladesh”.
Burundi, 1972
Uma revolta da maioria hutu a 29 de abril de 1972 provoca a morte de 2000 a 3000 pessoas da população tutsi, que controlava o poder. No dia seguinte o presidente Michel Micombero decreta a lei marcial, que suscita uma onda de terror que culmina na morte de 100 a 200 mil pessoas da etnia hutu. Todos os intelectuais hutus foram mortos ou exilados em outros países.
Camboja, 1975/1979
O Camboja perdeu cerca de 150 mil pessoas vítimas dos bombardeios norte-americanos na Guerra do Vietnã. Com a ascensão dos Khmer Vermelhos ao poder liderados por Pol Pot, o Camboja tornou-se um imenso campo de morte e atrocidades. Em quatro anos 1,7 milhões de pessoas (20 por cento da população) sucumbiram à fome, às doenças e aos trabalhos forçados. Pol Pot faz milhões de pessoas abandonar as cidades em migrações forçadas para os campos. Seu objetivo utópico era recriar a grandiosidade do Camboja medieval à custa do sacrifício coletivo.
Timor, 1975/1979
O Timor Leste foi colonizado pelos portugueses, com a Revolução dos Cravos em abril de 1974, inicia-se a descolonização portuguesa da África e da Ásia. Com a saída dos portugueses de Timor, a Indonésia, com a cumplicidade dos EUA, decide, em 1975, invadir o território leste daquela ilha, anexando-o ao seu território. A anexação foi feita de forma brutal, matando mais de 200 mil timorenses entre 1975 e 1979.
Antiga Iugoslávia, 1991/1999
Com o fim da guerra fria, vários foram os países que se desintegraram. A Iugoslávia de Tito dá passagem para os países independentes da Eslovênia Croácia, Bósnia-Herzegovina, Macedônia, Sérvia e Montenegro. A luta entre sérvios, croatas e outras etnias religiosas deu origem às maiores atrocidades que a Europa assistiu após a Segunda Guerra Mundial. Grupos étnicos diferentes foram mortos e expulsos na Bósnia, na Eslavônia e na Krajina. O conflito vitimou cerca de 326 mil pessoas de 1991 a 1996. Em 1999 o território do Kosovo, na Sérvia, cuja população é de maioria albanesa, sofreu a perseguição dos sérvios que gerou mais um conflito na região, a guerra do Kosovo, logo sufocado pela intervenção da comunidade internacional.
Ruanda, 1994 
Os tutsis ruandeses refugiaram-se no Uganda após uma insurreição mal sucedida em 1959/62. Os seus filhos invadem o Ruanda nos anos noventa. Os hutus são 85 por cento da população e organizam a defesa. Os hutus possuíam desde 1992 um complexo aparelho de extermínio. O Burundi, país vizinho do Ruanda, tem o seu primeiro presidente hutu Malchior Ndadaye, assassinado em 1993. O Ruanda mergulhou no horror da carnificina étnica em abril de 1994, depois que o avião que levava o presidente Juvenal Habyarimana, da etnia hutu, foi abatido a tiros em Kigali. Em três meses mais de 700 mil tutsis foram chacinados.
China (Tibete)
O Tibete foi invadido pela China em 1949. Nos primeiros dez anos de invasão, cerca de 6000 mosteiros são destruídos e é feito um número indeterminado de mortos, obrigando o seu líder espiritual Dalai Lama, a fugir do país. A destruição sistemática da cultura tibetana não costuma constar dos anais do genocídio.
Também na China aconteceram os atos de fuzilamento em massa perpetrados na seqüência da invasão japonesa dos anos trinta. O objetivo era o aniquilamento dos chineses e coreanos, considerados inferiores pelos invasores. 300 mil pessoas foram mortas no massacre de Naking em 1937.
*Fonte: Revista Pública, nº 193
Matéria completa e fotos tirada do blog http://jeocaz.wordpress.com/2008/page/12/
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Um sonho que nao era absolutamente um sonho
Vozes que não eram de todo ecos de um pesadelo
Um branco, um x, e um zero
Um pano
Hoje todo mundo aprende Darwin.
Bel McKurt.
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Simplismente fantástico os quadrinhos do Pablo Carranza !
Confira mais em http://pablocarranza.blogspot.com/
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Tirado do site http://www.malvados.com.br/
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Antiperspirantes ou antitranspirantes são produtos que inibem ou diminuem a transpiração. A diferença entre desodorante e antitranspirante é que o primeiro serve para remover o odor das axilas, enquanto o segundo é responsável por reduzir a quantidade de suor produzido. Grande parte dos antitranspirantes funciona também como desodorante, porém a maioria dos desodorantes não atua como antitranspirante.
Os antitranspirantes possuem em sua composição sais de alumínio e derivados. Por este motivo, algumas pessoas questionam se estes compostos em contato com o corpo propiciariam o desenvolvimento de câncer de mama. Outra associação refere-se ao fato de que a maior incidência da doença ocorre no quadrante superior da área do peito, local utilizado para aplicação do produto, onde estão localizados os nódulos linfáticos.
No entanto, sabe-se que a maior incidência de câncer nesse quadrante é percebida, uma vez que nele se encontra a maior quantidade de tecido mamário, o que aumenta as chances para o desenvolvimento da doença.
Segundo parecer técnico divulgado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), não existe até o momento dados significativos na literatura científica que relacionem os sais de alumínio presentes na fórmula dos antitranspirantes com a incidência de câncer de mama.
Em janeiro de 2004 foi publicado na revista Journal of Applied Toxicology um artigo assinado por pesquisadores da University of Reading, na Grã-Bretanha (GB), demonstrando a presença de altas concentrações de parabenos em tecidos retirados de tumores mamários de mulheres que usavam este tipo de desodorante.
No entanto, no editorial da mesma revista, há um outro artigo de pesquisadores do Departamento de Toxicologia do Laboratório Covance (GB) questionando o desenho do Estudo, a inferência dos resultados tendo em vista que o número de amostras de tecido coletado de tumores mamários foi pequeno (n=20). Questionou-se também a toxicidade desses compostos e a limitação de dados sobre exposição humana disponíveis na literatura.
Tomando-se como referência o parecer da American Cancer Society sobre este assunto, é possível que alguns anti-perspirantes possam irritar a pele e que não é raro o desenvolvimento de uma infecção chamada hidradenite supurativa, que se inicia na glândula sudorípara na axila ou região inguinal. Esta infecção pode levar à bacteremia (bactérias na corrente sanguínea) e choque se não tratado adequadamente. A depilação com lâmina pode agravar uma infecção axilar.
Entre os inúmeros estudos epidemiológicos que descrevem os fatores de risco associados ao desenvolvimento de câncer de mama este parece ser o primeiro que estabelece que o uso de anti-perspirante aumenta o risco para câncer de mama. Portanto, deve-se considerar que ainda não há estudos suficientes nem conclusivos que comprovem a associação positiva entre a exposição a parabenos e a presença de danos no DNA que poderiam levar ao câncer.
Os principais fatores de risco para câncer de mama são o histórico familiar, obesidade, alimentação inadequada, tabagismo e faixa etária elevada. A ação mais efetiva que as mulheres podem adotar para se protegerem é submeterem-se anualmente ao exame clínico, fazer mamografia periodicamente. Embora não previna do câncer de mama, a adoção dessas práticas certamente aumentará as chances de detectá-lo precocemente, quando é mais facilmente tratado.
Matéria tirada do site http://www.inca.gov.br
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Nos Estados Unidos, justiça ambiental é um conceito que foi incorporado às políticas públicas no governo de Bill Clinton. Não surgiu por acaso. É fruto de campanhas dos movimentos de direitos civis, depois de constatado que as comunidades pobres e periféricas sofrem muito mais com problemas de contaminação ambiental.
No Brasil, o conceito vai fundamentar pesquisas em todas as principais regiões metropolitanas para mensurar até que ponto os governos privilegiam ou não as populações mais afluentes. O Observatório das Metrópoles, uma organização que reúne 25 instituições e cerca de 80 pesquisadores, acaba de realizar o primeiro levantamento da série. Concluiu que na Região Metropolitana do Rio, a injustiça ambiental reina, soberana.
Pesquisadores da UFRJ, que fizeram o estudo, detectaram que nem a poluição atmosférica é democrática no Rio, pois, em razão do regime de ventos e da disposição da cadeia de montanhas, os piores níveis de saturação do ar se concentram em municípios da Baixada, embora a onda poluente se origine principalmente na capital do Estado.
- Em São João de Meriti já ocorreram situações de saturação que, em outros países, fariam as pessoas sair de casa com máscara. Só que aqui pouca gente está informada destas situações de emergência e ninguém toma providências. E se o mesmo fenômeno ocorresse na Zona Sul do Rio? - indaga o professor Adauto Cardoso, um dos coordenadores da pesquisa no Rio.
Cardoso lembra que existem pesquisas mostrando uma alta incidência de problemas respiratórios em São João de Meriti, sem que até hoje tivesse sido criado um programa de prevenção e tratamento dos males causados pelo ar poluído.
- A aferição dos índices de poluição é muito falha no Rio porque as estações só medem os particulados (poeira) - prossegue Adauto Cardoso.
Ana Lúcia Britto, professora de pós-graduação em urbanismo da UFRJ e também coordenadora da pesquisa, lembra que o problema é agravado com a baixa capacidade de fiscalização de órgãos como a Feema, em processo de ''sucateamento'' nos últimos anos.
O cruzamento de indicadores ambientais e sociais foi a metodologia usada pela pesquisa Riscos e Desigualdade Ambiental na Região Metropolitana para mensurar o grau de ''justiça ambiental'' no Rio.
Ao colher dados sobre coleta inadequada de lixo, risco de inundações, problemas de saneamento, poluição atmosférica, indústrias poluentes, existência de saibreiras, cimenteiras e condições do abastecimento de água, a equipe procurou estabelecer um índice de risco ambiental (IRA) em toda a Região Metropolitana, avaliando também a situação em cada município.
Em praticamente todos os itens, os pesquisadores concluíram que os problemas se concentram em regiões periféricas ou em áreas com predominância de população pobre. O que mais chama a atenção, no entanto, é o tratamento diferenciado, que costuma ser dado pelas autoridades de acordo com o nível de influência e a capacidade de pressão das populações atingidas.
- Fica nítida a existência de obras para rico e obras para pobre. Os padrões de tratamento e atendimento são diferentes. Situações graves, que prejudicam moradores de amplas regiões da periferia, são tratadas como se fossem de menor importância. Essa situação fica nítida, por exemplo, no caso das inundações periódicas na Baixada Fluminense - alerta o professor Adauto Cardoso.
Matéria escrita por Israel Tabak.
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